Senti minha garganta arder em ciúmes do anjo da morte (o anjo teria ele para sempre, eu não) que me fez sangrar, meu coração congelou pela metade, o sangue que bombeava em minhas veias ficou negro e fervente, meu sonho calmo, sereno e quente se transformou em pesadelo sujo, perturbador e congelante, eu tinha acabado de descobrir que chéri estava morto.
Continuarei a espera que ele acorde, eu, paciente e tolerante esperando que ele volte para mim.
Porque nós juntos, todos tinham a impressão de ter chegado ao último ato de uma peça de teatro shakespearian, a nossa sincronia era no mínimo intensa.
Ele morria de medo da morte, compromisso inadiável e, eu o protegia disso, me fingia tão bem de ciumenta compulsiva, mais o que sentia por ele era tão grande que meus ciúmes são mínimos (parece contraditório, só parece), aprendia cada dia mais que tenho que da-lo as asas pra voar, ele me fez enxergar todos os sonhos dele através de suas palavras e aprendi a segui-lo sendo bem calma, confiando nele, ele me ensinou que remoer sentimentos não vale à pena, estarei aqui esperando ele acordar, por enquanto fico aqui olhando esse corpo que um dia o pertenceu, garanto como esse filho da puta está sonhando, é só o que ele faz...
Suplico que volte pra mim.
(Sarah M. Sales)
(Sarah M. Sales)
A parte das filosofias vãs são as melhores..Agora essa escrita por Madame S é ótima...mefazrefletir...
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