(Lucas Freire)
terça-feira, 19 de julho de 2011
Noite escura. Luzes de postes iluminam as ruas. Barulho de carros quebram o silêncio da cidade. Casas com luzes apagadas. Meus olhos vazios observavam o nada. A respiração ofegante. O cabelo no rosto. As bochechas molhadas. Os olhos vermelhos. Um cigarro na mão estava pelo fim. Uma garrafa de whiskey pela metade. O céu se fechava sobre sua cabeça. Iria chover? Pessoas na rua. Despreparadas para o que estava por vim. Cabeça baixa. Boca serrada. Dentes rangiam. Ai vem a chuva. Pessoas pegas de surpresa pela chuva. Elas corriam, e se escondiam. Se protegiam. Eu passei a observar. Olhava. Tragava. E não tirava meus olhos daquelas pessoas. Abaixei a cabeça. E passei a pensar: “Como as pessoas se protegem de algo tão insignificante. Mas de algo que realmente machuca, elas recebem de braços aberto”. Era realmente intrigante. A chuva passou. Eles se foram. Molhados. Rindo. Rindo… de que? Olhos fechados. Balancei a cabeça. Ultima tragada. Cigarro no chão. Corpo no colchão. Mente em outra direção. Coração… simplesmente longe…
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