- O que aconteceu?
-- Nada.
- Você tem que me dizer, não posso adivinhar.
-- Não foi nada. Nada aconteceu.
- Se não é nada, porque você está assim, chorando? Me dê um motivo!
-- Eu não sei...
-- Acho que sou somente eu, relembrando a tristeza.
- Como assim? Que tristeza é essa?
-- Ah! Você sabe... A tristeza de se viver.
O diálogo tem uma pausa, e por um breve momento os dois se observam.
- Pare de chorar, por favor!
-- Me desculpe, acho que... Bem, eu acho realmente não consigo parar.
- Assim você me deixa de mãos atadas, me sinto culpada!
-- Meu amor, me desculpe!
-- Não é culpa sua, não tem nada haver com você!
- Ainda assim! O que eu tenho que fazer para você parar de chorar?
-- Grite comigo.
- Porquê? Como assim?
-- Chorar é fácil, gritar exige coragem.
(Amor Singelo de um Eterno Desencontro - Isaac Rennê)
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