quinta-feira, 3 de março de 2011

Poeta censurado!

- Quando criança conheçi essa menina… Ela era linda, olhos castanhos, cabelos um pouco caxeados e sua pele branca como a neve... Ela era minha vizinha, e sempre que eu passava por ela eu tremia. Ela passava, me dava um oi, e um beijo em minha bocheicha… Lembro que eu só faltava morrer! Aos 7 anos, eu virei amigo dela, e brincávamos juntos e tudo mais. Quando fiz 10 anos, estávamos muito mais amigos, e brincavamos de beisebol, na casa da arvore, e etc. Quando fiz 13 anos, meu primeiro beijo foi com ela. Os lábios dela… Ah, os lábios dela. Macios como algodão, perfeitos como o céu. Até que, aos meus 15 anos, começei a namorar com ela. Passávamos o dia juntos, em minha casa, em sua casa. Saiamos as vezes para ver filmes, mas gostávamos mais de ficar em casa, abraçados, assistindo tv, e tomando chocolate quente. Aos meus 18 anos, meus pais viajaram para Londres, então, tive que me separar dela. Foi muito difícil para mim, e muito mais para ela... Lembro até então, que ela me mandava e-mails, dizendo o quanto era doloroso, e o quanto ela chorava pela minha ida, sem volta. Passando os tempos, aos meus 23 anos, a empresa a qual eu trabalhava, me mandou de volta ao Brasil, na mesma cidade a qual eu morava. Fiquei animado, porque voltaria a minha cidade de origem, meus amigos, e principalmente, quem sabe, eu poderia reencontra-la. O primeiro amor.
- E o que aconteceu pai? Você a reencontrou?
- Bom, tecnicamente sim.
- E onde ela está agora?
- Bem ali!
Apontei, para o canto do quintal, o qual ela estava a regar o jardim.

(Lucas Freire)

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